1.1.9.4 - AULA INTERATIVA ABERTA. Virologia: Condiloma acuminado – Agente etiológico: HPV (Papiloma Vírus
Humano). HPV (papiloma vírus humano) e
verrugas venéreas (condilomas acuminados). – Diagnóstico.
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1.1.9.4.1 - AULA INTERATIVA ABERTA. Virologia: Condiloma acuminado – HPV
(papiloma vírus humano) e verrugas venéreas (condilomas acuminados) –
Tratamento.
A transmissão do vírus se
dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato
oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio
com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto. Não está comprovada a possibilidade de contaminação por
meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de
toalhas e roupas íntimas. A partir do contato com o HPV podemos ter três
formas de infecção: a latente, onde se detecta o DNA do vírus, sem qualquer
alteração morfológica do epitélio; a subclínica onde se diagnostica alteração
citológica ou histológica induzida pelo HPV; a clínica que é a presença das
verrugas, onde a própria mulher detectará a doença.
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1.1.9.4.2 - AULA INTERATIVA ABERTA. Virologia: HPV: transmissão, sintomas e tratamento.
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1.1.9.4.3 - AULA INTERATIVA ABERTA. Virologia: Condiloma no Ânus! DST mais comum do ânus.
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1.1.9.4.4
- O condiloma é uma lesão
na região genital como consequência de uma infecção sexualmente transmissível
(IST), principalmente causada pelo vírus HPV e pela bactéria Treponema
pallidum, que é responsável pela sífilis. De acordo com o agente causador, o
condiloma pode ser classificado em dois tipos principais:
- Condiloma acuminado,
que são verrugas causadas pelo HPV dos tipos 6 e 11 e que possui aspecto
semelhante a um couve-flor, principalmente quando existem várias verrugas
no mesmo local;
- Condiloma plano, que
são lesões associadas com a sífilis secundária e que correspondem a lesões
grandes e acinzentadas que podem aparecer não só na região genital e anal,
mas também em regiões de dobras.
A maioria das pessoas
sexualmente ativas terá contato com o HPV em algum momento de suas vidas. Após o início sexual, em idades jovens, há alta taxa de
infecção, onde os estudos mostram intensa prevalência do vírus; há relatos de
que após 2 anos do início sexual, 50% das mulheres já apresentam teste positivo
para a presença do DNA de HPV.
Porém a maioria destas
infecções apresentam caráter transitório, onde há clareamento do vírus em torno
de 2 anos. Cerca de 10% das mulheres não apresentam clareamento, o que torna a
infecção persistente. São estes casos de infecção persistente por tipos
oncogênicos de HPV que leva a mulher a um maior risco de desenvolver lesões
precursoras ou câncer de colo uterino. Em estudos de coorte, a persistência do
tipo 16 do HPV por 10 anos, leva a uma incidência cumulativa de 17% em
desenvolver NIC III ou câncer.
1.1.9.4.4.1 - Relação dos Tipós de Vírus HPV.
As pesquisas sugerem, que há um grande déficit no conhecimento a
respeito do HPV e que, muitas vezes, há pouca qualificação do que se sabe,
favorecendo, assim, muito além dessas percepções errôneas, ações com risco
potencial à saúde, inclusive a do parceiro. Ter conhecimento de que HPV é um
vírus transmitido, principalmente, por via sexual, com potencial cancerígeno,
que pode ser evitado através da vacina e de medidas protetivas nas relações
sexuais, e que, por meio do exame do Papanicolau, é feito o rastreio das
alterações virais e do câncer de colo uterino, seria um patamar mínimo de
conhecimento para a população.
Dessa forma, o
desenvolvimento de estratégias voltadas para a saúde pública, com enfoque na
prevenção e limitação de agravos, como a inclusão de ações visando qualificar o
grau de conhecimento sobre HPV, pode ser a chave para estase do ciclo da
doença. É importante ressaltar o papel fundamental do marketing na elaboração
de políticas públicas, utilizando táticas que despertem tanto o interesse pelo
tema quanto atinjam direta ou indiretamente um público amplo, principalmente a
população destacada ao longo
deste discurso
com menor conhecimento sobre o tema, isto é, homens, indivíduos com baixa
escolaridade e baixo nível socioeconômico.
"HPV" é a sigla
em inglês para papilomavírus humano. Os HPV são vírus capazes de infectar a
pele ou as mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, sendo que
cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital.
É importante relatar e
advetir que notada a presença de lesões na região genital e que podem ser
indicativas de infecção sexualmente transmissível, o ginecologista, urologista
ou infectologista seja consultado para que seja feito o diagnóstico e possa ser
iniciado o tratamento mais adequado.
A infecção pelo HPV é
muito frequente, mas transitória, regredido espontaneamente na maioria das
vezes. No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste e,
especialmente, é causada por um tipo viral oncogênico (com potencial para
causar câncer), pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se
não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer,
principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis,
orofaringe e boca.
Pelo menos 13 tipos de HPV
são considerados oncogênicos, apresentando maior risco ou
probabilidade de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões
precursoras. Dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão
presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.
Já os HPV 6 e 11,
encontrados em 90% dos condilomas genitais e papilomas laríngeos, são
considerados não oncogênicos.
A infecção pelo HPV se dá
por acesso do vírus à membrana basal do epitélio, por meio de microtraumas que
ocorrem na relação sexual, ou entrada do mesmo na zona de transformação do colo
uterino. Nos HPV de baixo risco, seu DNA se mantém na forma circular sem
ocorrer integração ao DNA celular, conhecida assim a forma epissomal. Ele se
replica no interior do núcleo da célula hospedeira.
1.1.9.4.4.1.1 – Tipos de HPV.
Existem cerca de 200 tipos de HPV descritos, sendo
aproximadamente 40 habitantes da região anogenital. Metade dos casos apresenta
potencial oncogênico, estes podem promover a transformação celular,
desenvolvendo lesões precursoras ou mesmo o câncer. Quando existe menos de 50%
de semelhança do genoma entre tipos virais, define-se como sendo um novo tipo
de HPV.
O papilomavirus humano (HPV) é um DNA vírus com
forma icosaédrica, de 55 nm de diâmetro e composto por 8000 pares de base. O
genoma apresenta forma circular, com dupla hélice de DNA e mais externamente
está recoberto pelo capsídeo. É dividido em três regiões: precoce (early =
genes E), tardia (late= genes L) e região regulatória contracorrente (URR). Os
genes L codificam as proteínas do capsídeo viral e os genes E codificam as
proteínas com funções reguladoras da atividade celular, destacando-se as
oncoproteínas E6 e E7, que interferem com a função dos genes
celulares supressores de tumores p53 e pRB.
O linfoma cutâneo
epiteliotrópico, também chamada de micose fungóide, é a manifestação
dermatológica mais comum de linfoma de células T (um tipo de linfócito), na
qual os linfócitos neoplásicos tem um tropismo (preferência) pelo epitélio
(pele). Os HPV são espécie específicas, podendo infectar anfíbios, pássaros e
mamíferos. São epiteliotrópicos, causando proliferação epitelial em pele e
mucosas. Em seres humanos infectam conjuntivas, cavidade oral, laringe, árvore
traqueobrônquica, esôfago, bexiga, ânus, canal anal e trato genital inferior.
Localizam-se no núcleo das células do hospedeiro.
1.1.9.4.4.1.1.1 – HPV de Baixo risco.
Os HPV de baixo risco, em especial o 6 e 11, são
responsáveis pela manifestação dos condilomas acuminados em 90% das vezes. Estas lesões se manifestam principalmente na região vulvar,
podendo ter tamanhos variáveis.
Como o vírus depende da
maquinária celular para se multiplicar, ele induz a duplicação celular, que
começa a expressar a manifestação da infecção viral nas camadas mais
superficiais do epitélio e assim passa a liberar cada vez mais partículas
virais no ambiente infectado.
Os HPV são divididos em
dois grupos de acordo com o potencial oncogênico: baixo risco, são os tipos 6,
11, 40, 42, 43, 54, 61, 70, 72, 81, CP6 108, os quais desenvolvem os condilomas
e lesões de baixo grau.
1.1.9.4.4.1.1.2 – HPV de Alto
risco.
A importância principal do
HPV está na carcinogênese do colo uterino. Os tipos de alto risco oncogênico
podem levar ao aparecimento das lesões de alto grau, as conhecidas neoplasias
intraepiteliais cervicais (NIC) ou mesmo ao câncer de colo uterino, podendo ser
do tipo espinocelular ou adenocarcinoma. Os HPV que mais estão relacionados com
o câncer são os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos carcinomas escamosos,
seguidos pelos 31, 33, 45, 52 e 58, totalizando 89% dos cânceres epiteliais. As lesões de vagina, neoplasias intraepiteliais vaginais
(NIVA) e vulva (NIV), menos frequentes que as de colo, também são induzidas
principalmente pelos HPV de alto risco oncogênico. Vale ressaltar que no Brasil, o câncer de colo uterino é a
terceira causa de neoplasia entre as mulheres, com taxas de 15 casos/100.000
mulheres ao ano. E 100% dos casos são de etiologia HPV-induzida. Na infecção provocada por HPV de alto risco oncogênico, o
genoma perde sua forma circular e se integra ao DNA da célula hospedeira. A
partir daí, o vírus passa a expressar suas oncoproteínas, sendo que a E6
inibirá a proteína supressora de tumor p53, e a E7 inibirá a pRb. Isto
promoverá a imortalização celular. Como conseqüência, a depender da condição de
cada indivíduo, ocorrerá o aparecimento das lesões precursoras ou mesmo o
câncer. Os HPV de alto risco são os tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 68, 73, 82.
1.1.9.4.4.1.1.3 – DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO PELO HPV.
Como referenciado em parágrafo
anterior Na
infecção latente os testes biomoleculares detectam a presença do DNA do vírus. Os testes comerciais existentes são a captura de híbridos e
o PCR. O objetivo é identificar a mulher que seja portadora do HPV oncogênico,
pois esta apresenta risco de desenvolvimento das lesões de alto grau ou câncer.
As mulheres que devem ser submetidas a este teste são aquelas que apresentam
idade entre 25-30 anos ou mais, como exame de rastreamento; mulheres abaixo
desta faixa etária não devem ser submetidas a pesquisa de DNA-HPV, pois há alta
prevalência de infecção por HPV nas jovens, infecção esta que terá clareamento
espontâneo. A pesquisa de DNA-HPV também está bem indicada em
mulheres com citologia revelando atipia de células escamosas de significado
indeterminado (ASCUS), pois assim estratificam aquelas que necessitam ou não da
colposcopia. A positividade do teste indica a realização do exame de
colposcopia para identificar a lesão e dirigir o melhor local para a biópsia. Em mulheres que foram anteriormente tratadas com conização
por lesão de alto grau do colo uterino, também está indicada a realização do
teste. A negativação do teste de DNA-HPV significa clareamento da infecção e
confere prognóstico melhor com alto valor preditivo negativo. Quando positivo,
as taxas de recidiva são maiores.
Na infecção sub-clínica o
exame que identifica alteração morfológica inicial da célula é a citologia
oncótica cérvico-vaginal (exame de Papanicolaou). As alterações provocadas pela
infecção do HPV incluem coilocitose,
disqueratose e discariose nas lesões de baixo grau, sendo os achados agravados com alterações nucleares
mais pronunciadas e células com citoplasma escasso nas lesões de alto grau. A
terminologia citológica vigente usada é o Sistema de Bethesda (2014) a qual
pode ser consultada nos sites:
1.1.9.4.4.1.1.3.1 – As
neoplasias intraepiteliais recebiam classificação de acordo com o grau de
acometimento por células atípicas na espessura epitelial. Na neoplasia grau I,
a atipia acomete 1/3 da espessura epitelial, na grau II, 2/3 da espessura epitelial
e na grau III, toda a espessura epitelial está acometida por atipia. Esta
descrição segue o mesmo critério para colo (NIC), vagina (NIVA) e vulva (NIV). Hoje há uma tendência de utilizar nova terminologia,
LAST (lower anogenital squamous terminology), onde a lesão grau I, passa a ser
chamada baixo grau e as lesões grau II e
III, alto grau.
A lesão grau II apresenta comportamento heterogêneo, ora tem boa evolução com
regressão espontânea, ora má evolução com progressão. Por este motivo nesta
nova classificação, sugere-se estudo imunohistoquímico da p16 nas lesões de
grau II; esta análise caracteriza o comportamento biológico das mesmas, podendo
ser classificada assim com baixo grau quando a p16 é negativa, ou alto grau
quando positiva.
1.1.9.4.4.1.1.3.1.1 –Referências.
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- LAST terminology.
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- Terminologia Colposcópica
Rio 2011. http://www.colposcopia.org.br/laudo
1.1.9.4.4.1.2 – Tipos
de HPV de Alto Risco.
O HPV genital é um vírus
comum. Alguns doutrinadores médicos sugerem que que este vírus é quase tão
comum quanto o vírus do resfriado. Existem tipos de HPV que foram apontados
como associados a câncer dos órgãos genitais tanto em homens como em mulheres. Podemos conceituar como tipos de "alto
risco" porque podem causar a doença Ressalte-se que provocam mudanças de
baixo grau e alto grau nas células cervicais assim como condições
pré-cancerígenas. Os profissionais da medicina, médicos, estão mais atentos com as mudanças de alto
grau e os pré-cânceres uma vez que estas tendem a se transformar em câncer com
o tempo.
1.1.9.4.4.1.2.1 – Podem classificar que os tipos de Vírus - HPV de alto risco mais
comuns incluem:
• HPV-16.
• HPV-18.
• HPV-31.
• HPV-35.
• HPV-39.
• HPV-45.
• HPV-51.
• HPV-52.
• HPV-58.
O HPV genital é
especialmente comum entre jovens. Um estudo realizado em 2011 indicou que 45%
das mulheres entre 20 e 24 anos tinham um alto risco de HPV. Além disso, entre
os jovens de 14 a 19 anos, 25% tiveram um alto risco de HPV. Não há teste de
HPV para os homens, embora estudos mostrem que 1 em cada 3 homens (com 18 anos
ou mais) são positivos para os tipos de HPV de alto risco.
1.1.9.4.4.1.2.2 – Bibliografia temática.
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